O amor é outra coisa #6 Não precisamos de um homem para ser felizes? Não

23 de março de 2015



Estive, hoje de manhã, no programa da Sic, Queridas Manhãs, como já tanta gente viu. E já me fizeram tantas perguntas e me enviaram tantas mensagens, que optei por abordar o tema por aqui. Quem segue o The Styland (e quem não segue, bem vindos), já leu no último ano muitas das minhas ideias sobre as relações e sobre o feminismo. Uma mulher não precisa de um homem, no sentido real da palavra precisar.

Eu já tive paixões de caixão à cova, já tive relações arrebatadoras, outras assim-assim, outras muito fraquitas. Já conheci homens que me fascinaram a todos os níveis e que me fizeram perceber que há, sem dúvida, muito bom homem neste país. Mas também já conheci outros que me fizeram perder a crença no amor e na fidelidade. Já vi amigas e colegas em relações opressivas e infelizes e outras em relações fantásticas. Mas ao longo da minha vida já cedi, já fiz coisas que não quis, já tolerei faltas de respeito e amor próprio, já rastejei pela atenção de um homem. E é exactamente neste ponto que me foco e que abordo tantas e tantas vezes com as mulheres que vou conhecendo: não há necessidade de nos rastejarmos atrás do amor de alguém. Aliás, não há necessidade de sentirmos que a nossa existência só fica válida aos olhos de outro alguém. Quando a Júlia me perguntou se, quando aparecer alguém, vou abrir a porta - claro que vou abrir a porta. Mas esse alguém tem de estar exactamente na mesma sintonia e frequência de vida que eu.

Porquê? Porque não precisamos de um homem para ser felizes, ponto. Uma mulher não precisa de um homem para se validar. Mas a minha geração, falo de mulheres na faixa etária dos 25-35 anos, sente que precisa de um homem para se completar pessoal e emocionalmente. É muito mais confortável estar-se numa relação do que enfrentar o mundo sozinha. E a própria sociedade impõe-nos esta meta. A minha mensagem é sempre a de que a aceitação vem de nós. E tem de partir de nós. Somos nós o barómetro da nossa própria felicidade e a partir do momento em que colocamos a nossa felicidade e bem-estar nas mãos de outra pessoa, ou um homem neste caso, estamos a abrir caminho para a insatisfação constante.

Mas a verdade é que estar-se solteira ainda é um tabu nos dias de hoje. Não se ter sexo é o grande tabu, principalmente porque tudo à nossa volta grita sexo, sexo, sexo! E é exactamente por isso que muitas mulheres se contentam com relações que não as satisfazem plenamente. Estar-se sozinha é muito mais difícil, e estigmatizante, do que estar com alguém, mesmo que esse alguém não seja a pessoa que idealizamos. E era esta a mensagem que queria passar no programa - temos de estar bem connosco próprias, antes de podermos estar bem com outra pessoa. Porque quando estamos 100% seguras de nós, não vamos ter espaço para nos contentarmos com alguém que não nos satisfaz. E se achamos que um homem nos vai ajudar a superar as nossas inseguranças, vamos morrer inseguras.

Para quem não viu o programa, pode ver aqui :)

O que acharam?


12 comentários

  1. Helena, adorei ver-te e ouvir-te. Dizes palavras certas. És uma inspiração para imensas mulheres, tenho a certeza. Para mim, és :)
    Beijinho e parabéns!

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  2. ADOREI!
    Finalmente alguém que partilha do meu ponto de vista!

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  3. Não podias ter mais razão. As mulheres ainda são tão emocionalmente dependentes dos homens que é assustador. Espero que continues a dar a cara por estas questões, quero continuar a ler e a receber mais conselhos deste género :)

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  4. PARABÉNS HELENA! Estava a fazer zapping quando de repente a ouvi falar no programa e tive de andar para trás porque fiquei tão curiosa que queria ouvi-la de início. Palavras sábias vindas de uma jovem mulher e que deveriam chegar aos ouvidos de todas as mulheres.

    "E é exactamente neste ponto que me foco e que abordo tantas e tantas vezes com as mulheres que vou conhecendo: não há necessidade de nos rastejarmos atrás do amor de alguém. Aliás, não há necessidade de sentirmos que a nossa existência só fica válida aos olhos de outro alguém."

    Amen!

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  5. DIREITO DE RESPOSTA
    Acho que primeiro o que descreve é primeiro a vida e os lugares comuns que qualquer adolescente feita mulher já experienciou na vida, esses ou piores, entendo que relatar alguns adjectivos e situações possa sempre haver que se identifique com o que diz e reflicta. Quer dizer, há mulheres mais inteligentes emocionalmente, e há outras menos, há as que são felizes e as que podiam ser.

    Independentemente de ser mulher ou homem, ter 15 ou 25, heteros ou homosexuais, na vida adulta todos os experiênciamos momentos felizes/infelizes que preferimos estarmos sozinhos, ou momentos apaixonados que queremos estar acompanhados.

    No entanto a autora deste post que tornar este acaso em qualquer altura da vida em algo que é "culpa da sociedade". Se tás indecisa emocionalmente em tomares mais uma das dezenas ou centenas (se for mais libertina) de decisões emociais na tua vida, decide-te juntar te agora que estamos sozinhas no facebook, blog ou a ver tv que nos martirizamos"

    Vamos lá esclarecer uma coisa, qualquer pessoa que esteja aqui a ler isto é fruto duma relação entre duas pessoas, e qualquer uma das pessoas que nos criou passou por todas as fases.

    Aliás basta ver a lagoa azul para entender que não é a sociedade que explica ao miudo o que fazer quando a brooke shields começa a ficar com maminhas e i o que fazer quando ela o chateia.

    A unica coisa que este post diz é blah, blah blah, há pessoa que encontram um parceiro e eu AINDA não, portanto a sociedade pressiona-me e eu sou uma vitima. Eu portanto vou-me impor contra o próprio sentimento internalizado e catalizado por mim, numa causa...

    A sociedade não pressiona "cada vez mais" ninguém a não ser solteiro, pelo contrário, olhando para o presente onde se pode falar com pessoas e amigos em qualquer lugar do mundo em qualquer altura.

    Numa sociedade que para o bem e para o mal tem a possibilidade de livremente um homem ou UMA mulher sair à noite para engatar, serviços e brinquedos sexuais para os mais tarados, pornografia para os mais reservados como é que ser solteiro é um tabu? tabu é a nova palavra de eu tenho vergonha de estar solteira porque a grande parte das minhas amigas já se decidiu por um gajo e eu sou um bocado mais esquisita ou tenho um bocado mais de azar?

    Hoje qual é efectivamente a perseguição que as mulheres solteiras levam na sociedade, desde homens bebados atrás delas (se elas escolherem sitios onde os há) ou feito de forma charmosa?

    Por amor de deus, não precisam de ter um parceiro, ninguém vos obriga a nada, nem ninguém vos olha de lado, está nas vossas cabeças e é a forma que vocês têm de externalizar esse sentimento de culpa.

    Ao contrário do mundo da moda e dos costumes que vos pressiona a depilar, maquilhar, vestir, emagrecer e gastar dinheiro para terem produtos que vos faz mais bonita por fora, talvez até para compensar as tristezas por dentro...

    SP

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    1. Há aqui algo que o Anónimo não focou: a sociedade pressiona-nos, mulheres, porque toda a sociedade está feita para dois. Tal como referiu, até a Lagoa Azul era focada a dois. Eu não referi em momento algum que AINDA não encontrei ninguém porque sou mais azarada ou todas as outras razões. Se o que eu quisesse era sair à noite e engatar, podia sair e engatar todas as noites. Eu e qualquer outra mulher. Perdeu tanto tempo a escrever este comentário que não perdeu 10 segundos a perceber a questão. Todos os serviços que fala, apontam somente para o sexo. Se o sexo fosse a questão, lá está, qualquer mulher sairia à noite e engataria um toto para levar para casa. Há todo um universo de razões por que uma mulher deseja não ceder à pressão, à solidão ou ao que quiser chamar. A unica pessoa que disse que as mulheres são olhadas de lado, foi apenas o Anónimo. Eu falei da pressão que as mulheres sentem elas próprias, a necessidade de se validar. E se não compreende esta necessidade, certamente anda a socializar com muito poucas mulheres :)

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  6. E o mais ridículo é que hoje em dia até as crianças (sim, que se acham mulheres, mas são verdadeiras crianças!) também se sentem assim. Começa a ser algo que se sente perto dos 14anos por incrível que possa parecer. É tão ridículo que nem nos conseguimos aperceber da tamanha crueldade que a sociedade abrange. Mas lá está, só se deixa atingir quem quer. Muitas mulheres deveriam ler este texto e perceber exactamente o que explicas! Está excelente!!

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  7. É um orgulho ter-te a falar assim! No último parágrafo dizes tudo.
    O que falta é amor próprio. As pessoas não se sabem amar e é muito mais triste viver frustrado numa relação pouco satisfatória...
    Gostei muito da entrevista! :)
    beijinhos,
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