Se ainda não foram ao MAAT...

14 de outubro de 2016






... também não vale a pena irem já a correr!



No feriado, quando o museu abriu, estava com vontade de lá passar. Mas depois - devido à claustrofobia - achei melhor não o fazer. Imaginei as filas de pessoas histéricas para entrar e foi exactamente o que aconteceu. Vi nas notícias filas e filas de centenas e centenas de pessoas para poderem ver o museu no dia da abertura. Nesse dia tentei, então, ir aos jardins do Palácio de Belém - por ser gratuito no feriado - e, lá está, às 15h da tarde de um dia de feriado que bateu quase os 30 graus (porra), a fila para entrar no Palácio arrastava-se por Belém. Desisti e fui com a Miranda lanchar ao Lx Factory.

Se, enquanto lêem isto, foram uma dessas pessoas... perdoem-me (lol) mas que parvoíce foi essa? Saíram de lá a sentirem-se meio estranhos? É que eu saí... porque o MAAT ainda não tem nada. Se tivesse estado numa fila de horas no feriado, teria dado um pontapé a alguém no fim. Por ex ao segurança que me disse que a cafetaria era do outro lado e, afinal, ainda não há cafetaria.

A premissa do MAAT é excelente - ligar 3 disciplinas: arte, arquitectura e tecnologia, tornando-se, em breve, um dos pontos centrais de Lisboa. Com uma vista absurdamente magnífica, panorâmica e prevejo um spot para fotos de casamentos em breve. Mas neste exacto momento, ainda não tem nada que nos faça tremer o coração e as três exposições que lá estão são pequenas e não passam de meia dúzia de quadros e duas visualizações. Destaco a Utopia/Distopia de Dominique Gonzalez-Foerster (a estrutura escura lá em baixo) cuja ideia é ser uma espécie de conto de fadas moderno no qual seres de outro mundo observariam (cá de cima) o comportamento humano lá em baixo. O que acaba por ser é um recinto com bolas e colchões para as crianças brincarem - um playground artístico que, honestamente, não me fez grande sentido.

Por isso, se ainda não foram... não morram de antecipação. Passem lá para ver a vista mas é mesmo só isso que - neste momento - vale a pena. É gratuito até Março.


















6 comentários

  1. Helena, a vista de facto é qualquer coisa de deslumbrante e concordo que é cenário para fotos deliciosas.
    Contudo, transparece no teu texto o desapontamento que adivinhei quando, na internet, procurei fotos sobre as exposições e tudo o mais. Vai ser um espaço fantástico que vai mas, até lá, apenas tem tudo para ser um espaço fantástico. Sobrelotado.
    Boa sexta feira!
    lefashionaire.com

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    1. Sim, neste momento ainda é apenas a estrutura (por terminar, já agora, ainda com muitas falhas na construção). Lá dentro ainda não tem exposições relevantes que destaquem a grandiosidade que se previu... Mas para o ano talvez sim :)

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  2. Bem, ainda bem que só vou poder ir lá para o próximo ano, ahah!

    Lena's Petals xx

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  3. Há outra explicação da exposição Utopia/Distopia Dominique Gonzalez-Foerster. Segundo uma guia me explicou seria a inversão de papéis, ou seja, a parte das redes é uma espécie de jaula como a dos animais num jardim zoológico. Esse espaço fica fechado durante 10 minutos e as pessoas que lá estão dentro farão o papel dos animais de circo/jardim zoológico enjaulados enquanto que as que descem pela rampa são os espectadores. A "jaula" tem algumas particularidades, nomeadamente ser muito baixa. A rede fica mesmo por cima das nossas cabeças e durante o tempo em que estamos literalmente presos nesse espaço há uma espécie de holofotes a percorrer a "arena". Saímos de lá com uma sensação um pouco de claustrofobia. Eu achei a ideia bastante interessante!

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    1. Andreia, sim... eu também estive a ler isso mas sabes o que é que acontece? É que são as crianças que andam lá a fazer cambalhotas nos colchões e saltar nas bolas, com os pais sentados no chão a conversar e os filhos andam ali durante 15 ou 20m a brincar. Ou seja, não consegui sentir de todo a experiência nem a visão. Talvez porque o que existe dentro da "jaula" são colchões de ginástica e bolas de pilates. No final, durante os minutos que fiquei a olhar (enquanto descia a rampa) só achei que era um playground de crianças para as entreter... :/

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