Uma tarde no Zoo de Lisboa

15 de dezembro de 2016





A última vez que fui ao Jardim Zoológico tinha exactamente 18 anos - Jesus, foi há 13 anos. Fui com um namorado e, embora não me lembre de rigorosamente nada daquele dia romântico, a mística do Zoo continuou até hoje na minha cabeça. Confesso que à luz do presente não me encheu os olhos. Cheguei a sentir-me defraudada até. Por exemplo, não conseguimos ver os leões nem os elefantes porque estavam lá os tratadores - esse momento não deveria ser quando não há visitantes? Parece-me o mais lógico mas enfim. E também tivemos a pouca sorte do momento pós-almoço. A siesta também chega aos animais.
Não me consegui informar se neste momento há visitas guiadas ou dias temáticos (há uns anos existia os Sábados Selvagens onde se fazia todo um dia acompanhado) mas fazem falta porque, para quem vai à descoberta, é impossível conseguir ver tudo. E entender também. Às vezes, em conversas, costumo concordar com a brutalidade de sítios como os jardins zoológicos, onde os animais estão em cativeiro para divertimento dos humanos. Os ursos, por exemplo, pareceram-me abatidos e num contexto infeliz. A Miranda sentiu o mesmo.

Mas, porque a Miranda já tinha feito o programa dos Sábados Selvagens, passou-me algumas informações que talvez sejam interessantes partilhar:

  • Os animais que estão no Zoo vêm de intercâmbios com outros Zoos e não do habitat natural. São animais que já nasceram no Zoo e muitos são até filhos de outros animais do Zoo. Isto para explicar que o único ambiente que conhecem é este e, como tal, vivem-no como normal.
  • As únicas excepções são as dos animais que são apreendidos ou resgatados e onde o Zoo acaba por ser o seu novo lar. Procura-se que, a longo prazo, sejam reintroduzidos nos seus habitats naturais ou sigam para reservas.
  • Pensei que era muito parvo os pinguins estarem ao lado dos macacos, por exemplo. Como se saltássemos de África para a Antártida. Mas os habitats naturais são simulados ao máximo a todos os níveis.
  • Achei também interessante o facto de se incentivarem os comportamentos próprios e naturais de cada espécie. Por exemplo, a comida é escondida para motivar os animais de caça a caçar.
  • Já não existe o elefante que recebia vinte escudos e tocava o sino. Ao que parece esta "brincadeira" foi proibida - graças a Dios.
  • Alguns macacos estão completamente à solta e podem, literalmente, vir para cima de nós. Tive o cuidado para que nenhum me roubasse o chapéu. Mas são engraçados e, embora esteja lá escrito para não se alimentar os animais, eles fazem brincadeiras e pedem comida. Sinal que ninguém cumpre esta regra.

Ainda não fui a mais nenhum outro Zoo mas, não sei, talvez precise de uma visita guiada a este para o conseguir sentir realmente. Mas, mesmo assim, deixo-vos com algumas imagens da nossa tarde :)
O meu objectivo, agora, é ir ao Badoca Safari Park onde, aí sim, entramos no ambiente de vida selvagem.


























Fotografias tiradas por Faz de Conta Fotografia e moi-même.

5 comentários

  1. Os ursos estavam infelizes porque não deveriam lá estar, bem como o resto dos animais. É muito trise :(

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  2. Olá Helena, aprecio muito o teu blogue, as coisas que escreves e identifico-me bastante contigo :)
    Há uma coisa neste texto que não consigo ter como argumento válido, o de que os animais já nascem no zoo e não conhecem outro ambiente.os animais têm instintos, faz parte... E ali não é de todo o lugar dos animais selvagens. Nem de nenhum. Podem-me chamar radical, falsa moralmente correcta mas eu sou completamente contra zoos e tudo o que envolva animais.
    O filho de uma presidiária nasce na prisão, se lá crescer é a única realidade que ele conhece e por isso, não sofre. Não, né? Não sei... Eu nisto dos animais confesso-me radical extrema :) esta é a minha visão, se alguém quiser fazer-me ver as coisas de outro jeito, eu até agradeço porque me pode tranquilizar a alma quanto a esse assunto :p beijinhos

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  3. Anda há anos com vontade de voltar ao Zoo. Que nostalgia :)

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  4. As fotos estão lindas. Tu e a Marta são uma dupla imbatível <3 Quero muito também ir ao jardim zoológico em breve ;)

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  5. O Zoo para mim deixou de ser local para visitar. O zoo e o oceanário quando me apercebi que colocar animais como que em exposição e pagar-se para os ver (Ok sei que o dinheiro é igualmente para lhes pagar a comida, mas...). Ver leões no zoo ou ursos por exemplo não me parece natural e muito menos motivo de felicidade. O lugar destes animais é no seu ambiente natural e não em Zoos, mesmo que sejam muito bem tratados e se lá nasceram igualmente não deverá ser lá que deverão viver o resto das suas vidas. Esconder a comida não é o mesmo que o habitat natural é uma brincadeira de faz de conta.
    Depois há o zoomarine que é uma parvoíce autêntica e com a qual recuso-me a compactuar, local de golfinhos e focas não é concerteza as fazer piruetas em frente aos humanos. Por tudo isto opto por não contribuir monetáriamente para estes negócios (que muitos não passam disso mesmo).


    Faz sentido um santuário que resgata sim animais quando são maltratados, agora um zoo onde se colocam animais apenas por colocar e para ficarem tipo exposição e/ou stressados com a enorme afluência de humanos, não me parece correcto.
    Joana

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