5 coisas que os homens fazem e que nos dão vontade de lhes dar um tiro na cabeça

28 de novembro de 2017

Todos os dias falo sobre isto com as minhas amigas. Sabem, aquelas que ainda não casaram e não falam de papas nestum e viroses e creches. Então, com as outras, as que ainda estão no mercado à procura da única uva que não esteja podre numa caixa de fruta fora de época, a coisa anda pelas horas da amargura. E eu gostava - juro que gostava - de estar casada com o meu namoradito de há cinco anos feliz da vida no meu drama com creches do que estar a viver a merda que é o namoro nos dias de hoje. Nem é o namoro que é uma merda, é mesmo chegar lá. Porque encontrar um homem normal, acreditem mulheres casadas, é raro. Então, parem de nos perguntar quando é que assentamos como se o problema fosse nosso.

O problema é que, ao contrário de vocês, procurámos mais do que o nosso namorado de sempre. E agora estamos a aprender a lidar com isso. E a vida está a dar-nos uma lição do caraças por pedirmos demasiado. É como se estivéssemos estado em coma durante os últimos cinco anos e agora acordámos e pimba: existem os Tinders da vida, os homens de 35 anos continuam a ir ao Urban Beach, tiram fotografias a aplicar ampolas para a queda do cabelo ao espelho, fazem selfies no carro a ir para o trabalho e continuam nos joguinhos de estar sem responder a ver se sofremos. E é difícil. Juro-vos que é muito difícil apaixonarmo-nos assim. Sorte a vossa e, acreditem, temos inveja de vocês.


O tipo que via diariamente quantos seguidores tinha

No outro dia, um amiga estava a contar-me sobre o seu ex-namorado ou ex-qualquer coisa. E eu fiquei feliz por ele já ser passado porque me estava a custar acreditar que ela pudesse estar realmente apaixonada por um tipo que representava tudo o que de mau os homens fazem. "Ele queria ser o centro das atenções", disse-me ela quando nos encontrámos e eu já revirava os olhos porque de um homem cujo Instagram parece o das influenciadoras de dezanove anos não se pode esperar grande coisa. E ele vivia mesmo obcecado por isso. Fazia-a colocar os créditos nas fotografias que ele lhe tirava para ver se ganhava novos seguidores (wtf? esta é tão estúpida que só me apetece atirá-lo de um penhasco) e, onde quer que fossem, queria que ela lhe tirasse uma fotografia.

Por favor, um homem que quer tirar fotografias não. Nós queremo-los porcos, sujos e feios. Que odeiem fotografias e que façam cara de enjoo quando lhes pedimos para nos tirar uma. Não queremos um homem que todos os dias ande a ver quantos seguidores novos tem. Porque isto é o maior turn-off de sempre dos dias de hoje.

Este mesmo tipo, contou-me ela, disse que ia abrir uma garrafa de champanhe quando a mãe dela (que mora noutro país e ela só vê duas vezes ao ano) se fosse embora. E um tipo que diz mal da nossa mãe é para esquecer. Um tipo que fica amuado por durante quinze dias não ser o centro do nosso mundo é para esquecer. Um tipo que chora porque vamos passar o fim-de-semana fora com a nossa mãe mas depois, no chatzinho com os amigos, diz que estamos fora e que passou a noite com uma espanhola é para esquecer.

E esta é outra: é que nós, mulheres, descobrimos tudo. Mesmo aquilo que não queremos.

Cinco coisas que os homens fazem e que nos dão vontade de lhes dar um tiro na cabeça

Então, há mil e uma coisas que podia dizer sobre aceitar esta era em que vivemos - a era digital - nas relações. Mas torço para que os homens percebam todos estes turn-off que (nos) fazem e que aprendam a ser adultos mesmo que falem com macaquinhos a tapar os olhos. Penso que falo por todas quando abordo estas cinco situações:

#1 Chats intermináveis

Podemos trocar umas ideias no chat dado que, hey, eles existem para nos conhecermos. Mas façam um esforço maior do que nos mandar dez linhas seguidas de conversa só porque não respondemos. Estás aí? Já foste dormir? Sim, já fomos dormir e vocês deviam fazer o mesmo porque de manhã não vamos ter vontade de vos responder. Eu, pessoalmente, não gosto de chats. Sou uma pessoa de toques, de conversas, de voz, de cheiros, de olhares, de telefonemas. Não de mensagens trocadas e mal interpretadas porque são apenas letras e bonecos num ecrã.

#2 Só falam deles, deles, deles

Eu entendo que um tipo nos quer mostrar que é um bom partido e queira contar o que faz, o que pensa, o que gosta. Mas acabam em monólogos egocêntricos. As mulheres gostam de criar uma conexão, gostam de sentir que a pessoa do outro lado quer saber mais sobre ela. Conversas que só fluem numa direção são um dos maiores turn-off de sempre. E eu odeio tipos que respondem com monossílabos como se fosse um frete horrível responder e deixam em nós a arte de saber fazer conversa de ocasião. E, claro, nunca nos fazem uma questão. É sempre sobre eles.

#3 Continuam a ter fotografias adolescentes

A primeira coisa que todas as mulheres fazem quando conhecem um homem é ir esmiuçar o seu Facebook. Até aqueles álbuns das férias de verão de 2009. E isso pode ser perigoso. No outro dia, uma amiga estava a mostrar-me algumas fotos de um tipo com quem estava a falar e eram intermináveis. Ele, ele, ele. Copos, festas, selfie ao espelho... E eu apontei uma série de coisas idiotas que estava a ver. Esta forma impessoal com que nos conhecemos uns aos outros hoje em dia acelera a perda de interesse entre as partes. É por isso que prefiro não adicionar ninguém no Facebook e deixar algum mistério no ar. Pelo menos até estar apaixonada e, quando vir aquelas fotos da faculdade em 2009, já achar alguma piada e dizer: ohhhhh, eras tão fofo.

#4 Porque é que fazem joguinhos estúpidos?

Agora vou responder, agora já não vou. Agora como ficaste um dia inteiro sem mandar uma mensagem, agora também não vou mandar. Agora como não me disseste que pensas em mim durante o dia todo, vou desaparecer do mapa. Claro que estou a dramatizar. A verdade é que os joguinhos são necessários nas fases iniciais das relações porque criam tensão e tensão leva a tesão. E isso é meio caminho andado para o nascer da paixão. Mas é preciso que, no meio do jogo, haja alguma honestidade para se criar sintonia. Quanto mais jogam, mais rápido o jogo acaba. E daí ninguém ganha nada.

#5 Acharem que estamos apaixonadas se falamos e não entenderem que não queremos nada quando não falamos

Eu sou uma pessoa até bastante directa. Se estou interessada, mostro. Se gosto, digo. Não tenho assim grandes reservas em dizer que quero estar com alguém. Mas o problema é que muitos homens fogem disto a sete pés. Ai meu Deus que ela já está apaixonada e quer casar e ter filhos porque me mandou mensagem a perguntar se podemos estar juntos. Se os homens vivessem mais e passassem menos tempo a ponderar nestas ideias, éramos todos mais felizes. Mas o que é que eles preferem? O silêncio. Quando não respondemos nem retribuímos os seus afectos, eles insistem, continuam a ver se dá, continuam a mandar mensagens. Quando, na verdade, deviam era estar a dar atenção àquelas que lhes mandam e que eles descartam porque, oh meu Deus, estão tão apaixonadas, que chatas.

É por isso que andamos todos desencontrados. Porque damos atenção a quem não a quer, e desprezamos quem quer passar tempo connosco.

8 comentários

  1. Não és tu que aceitas rapazes no facebook para gozar com eles e tens vários posts a dizer que analisas os perfis deles assim que os conheces pessoalmente?
    Às vezes fico confundida. Que escreves bem estamos todos de acordo mas depoois...

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    1. Caro anónimo... hmmmmm acho que me está a confundir com outra pessoa. Não só não aceito ninguém no me Facebook pessoal como não ando a conhecer homens pessoalmente lol

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  2. Por estar numa relação de longa data talvez não tenha muita moral para falar sobre isto, mas aqui vai: Acho que de nada vale estar numa relação se esta não nos satisfaz, se não nos faz felizes, se não sentimos que faça sentido. Sei que não és desse género, mas muitas mulheres mantêm-se numa relação apenas pelo conforto, segurança e receio de mudar. Ser solteira, hoje em dia e na nossa idade, pode ser difícil mas acho que é preferível a estar numa relação "só porque sim". Acredito que vale sempre a pena lutar para chegar onde queremos - neste caso para encontrar a pessoa/relação que realmente nos completa - porque, se estiver destinado, e por mais tempo que pareça demorar, iremos conseguir! :)

    beijinhos,
    18 and a life

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    1. Uiii Sara, concordo totalmente. E tanto que podia dizer sobre isso. Mas é isso: é mais confortável estar numa relação - mesmo que não feliz - do que estar aqui à procura de alguém que esteja sintonizado no mesmo canal que nós. E claro que aparece, há sempre uma tampa para todas as panelas :P

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  3. Helena, concordo contigo faço parte desse grupo de mulheres que procura essa agulha no palheiro. E tal como tu sou directa, e 4G como tu sinto que ser directa é desconfortável para os homens. Estou saturada de jogos e do toca e foge de hoje em dia! Este texto poderia perfeitamente ter sido escrito por mim, porque me revejo 100% nele. No entanto cá continuo na minha luta. Se elegi esta busca, terei agora que aguentar a travessia. E estar numa relação por conforto?! Não, de todo!


    Beijinhos
    Marlene

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  4. Olá Helena!
    Tenho 22 anos e consigo dizer que já experienciei tudo o que está escrito no post, infelizmente. No meu caso todas as minhas amigas próximas têm relações sérias (daquelas que duram desde o secundário ou desde o início da faculdade) e por isso sou um pouco "pressionada" para arranjar alguém que possa levar aos jantares de grupo, aos eventos. Dizem que eu sou demasiado selectiva... no entanto eu não o acho, simplesmente desisti de encontrar alguém há uns bons tempos atrás porque mesmo que eu não queira generalizar TODAS as oportunidades que eu dei foram em vão. Eu sei que os homens não são todos iguais, no entanto, 85% deles conseguem ser muito parecidos e previsíveis. No meu caso acabei uma relação de cinco anos e por isso decidi ficar sozinha uns tempos. Uns meses depois decidi "entrar no mercado" e dar uma oportunidade ao amor. No entanto aconteceu-me de tudo e eu conheci todo o tipo de homens. Os que faziam os jogos psicológicos que tu referiste, os que desapareciam do mapa sem deixarem rasto sem qualquer motivo prévio, os obsessivos-nervosinhos que cobravam porque não respondi a uma mensagem no milionésimo de segundo seguinte, os que diziam que eu me estava a apegar e a tentar demasiado (um homem de 29 anos a dizer-me isto porque lhe enviei uma mensagem a perguntar quando nos iríamos ver, ri-me). Sei que isto não se trata de uma competição cronometrada para encontrar alguém mas irrita-me quando o "clube das casadas" me atira pedras e quase me acusam que a culpa de estar solteira é minha... Enfim.

    Sou leitora assídua do teu blog, acho que tens uma visão da vida com a qual me identifico bastante. Tens muito talento e por isso queria dar-te os parabéns e desejar-te todo o sucesso possível. Um grande beijinho :)

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  5. Do lado dos homens também não fácil. E claro culpar o outro lado é sempre mais fácil. Um homem também pode generalizar e apontar o mesmo tipo de defeitos a vós mulheres solteiras.

    Quando se lê "à procura da única uva que não esteja podre numa caixa de fruta fora de época", a ideia que passa é que já se chega rotulado.

    Compreendo a frustração de procurar e não encontrar, mas se calhar quando não nos contentamos com nada menos que a perfeição fica fácil concentramos-nos nos defeitos e não vermos as qualidades.

    Anónimo.


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  6. Quid Veritas?

    Estamos perante uma era na qual nos abstemos de alguma da nossa individualidade e nos lançamos sobre conceitos talvez demasiado abrangentes para que nos possamos encaixar nalgum estereótipo. Como homem, Helena, é possível que tenha cometido alguns dos "pecados" que enumera com alguma ex-namorada, mas o ser humano é uma mescla de características e conceitos inteligíveis que se interligam e que o transformam naquilo que é: humano, falível e sempre em reestruturação. Falhamos porque falharmos é a única forma de evoluir, penso que com as mulheres as coisas se passarão da mesma maneira. Não tenho o seu talento para elencar características que me irritam ou já irritaram nas mulheres, mas de qualquer maneira todos evoluímos em direcção aquilo que de melhor consigamos atingir. Mas existe resposta à pergunta "Quid Veritas?". Parece-me que como dizia Platão: "A Verdade está noutro lugar."

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