Um consumo mais consciente dos supermercados para as nossas casas

25 de janeiro de 2018

Quando morava com os meus pais (não assim há tanto tempo) lembro-me de ter discussões com a minha mãe relativamente às mais variadas coisas com as quais não concordava. Uma vez estávamos num hipermercado e disse-lhe: quem olha para o teu carrinho das compras pensa que vives com uma família de 10 filhos obesos. E isto foi horrível de se dizer, eu sei, mas eu estava constantemente a chamá-la a atenção para as porcarias que comprava sem pensar, só por serem um hábito. Refrigerantes, bolachas de chocolate, batatas fritas, gomas, pizzas e lasanhas já feitas e um rol de coisas plásticas e gordurosas para o meu irmão. Esta era uma discussão constante a par com outras mais ambientais e a resposta da minha mãe (para me calar e parar de a chatear, eu sei) era sempre: quando viveres sozinha compras o que tu quiseres.

E reside aqui uma das mil e uma mensagens sábias que a minha mãe me deu como respostas ao longo da vida. Desde o ano passado que tenho vindo a explorar os meus gostos e a forma de viver que mais se adequa à minha filosofia de vida e esta parte das compras tem sido, sem dúvida, uma aventura.


Um consumo mais consciente dos supermercados para as nossas casas

Eu sei que não é fácil chegar a escolhas mais conscientes porque a grande maioria dos hipermercados está estruturado para nos levar a fazer compras rápidas e compulsivas. Os refrigerantes ocupam um corredor inteiro, os doces e porcarias estão ao lado das caixas de pagar para olharmos para eles enquanto esperamos e os preços também são competitivos, o que, muitas vezes, pesa na decisão de muita gente (na minha também).

O que eu quero mostrar-vos é como é fácil comprar de forma mais consciente e as mais valias de escolherem, quando possível, alimentos em embalagens de cartão responsáveis, como as fabricadas pela Tetra Pak.

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As embalagens de cartão têm uma superfície maior para informar o consumidor sobre as qualidades de um produto como a sua origem, o método de produção, os ingredientes, etc. Ou seja, estamos a comprar produtos que têm o seu conteúdo descrito de forma completa.

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Já há os mais variados alimentos que trazem opções em embalagem de cartão responsável, como sumos, tomates, leites, natas, vinhos, queijos, sopas, entre muitos outros.

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As embalagens da Tetra Pak são práticas, funcionais e 100% recicláveis, havendo sempre a garantia da segurança e salubridade dos produtos. Graças às suas embalagens asséticas, podemos comprar com a consciência que os alimentos estão bem conservados e não necessitam de conservantes para se manterem durante meses.

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Como puderam ver no primeiro post em que entrevistei algumas pessoas, o preço é, muitas vezes, o factor de peso entre comprar um produto ou outro. Mas existem já uma grande variedade de produtos em embalagens da Tetra Pak, quer sejam produtos da marca própria (do supermercado) ou do fabricante, é uma questão de escolha. 

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Quando vamos às compras, pode ser mais prático pegar nas embalagens a que já estamos habituados -  como o tomate que, normalmente, eu comprava em lata. Mas há opções mais leves, seguras e ecológicas como o tomate Guloso que já vem em embalagens de cartão. E o mais interessante é que o tomate do Ribatejo (produto de excelência da Guloso) é a primeira marca a nível mundial a embalar desta forma o tomate pelado inteiro.



Uma história para nos motivar a todos 

Vou contar uma pequena história que nos mostra como às vezes uma ideia pode mudar o mundo. O sueco Ruben Rausing estava a estudar economia na Universidade de Columbia nos EUA em 1919 quando descobriu as lojas de conveniência, uma novidade americana. E Ruben pensou que rapidamente esta ideia se iria espalhar pela Europa e, talvez, as empresas iriam precisar de embalagens práticas para acondicionar e preservar os alimentos (que, até então, muitos eram vendidos a granel). De regresso à Suécia, e instigado por um espírito empreendedor, criou a sua própria empresa em 1929. Iriam passar muitos anos até realmente começar a ter sucesso com a sua ideia mas Ruben continuava a acreditar nela e na forma como poderia melhorar a vida das pessoas. Um dos seus primeiros objectivos foi substituir a venda a granel de alguns produtos necessários ao dia a dia como farinha, açúcar e sal com embalagens adaptadas ao consumidor. Mas Ruben pensava também num outro produto que, além de perecível, obrigava a uma grande gestão diária pouco prática: o leite. Algo tão banal como comprar farinha ou leite não era tão banal assim. Criar uma embalagem de leite que exigisse o mínimo esforço e oferecesse o máximo de higiene e conservação acabou por se tornar um sucesso que viria a mudar o mundo (e continua a fazê-lo). Seria impossível ter a variedade de produtos "banais" que compramos hoje nos supermercados, particularmente aqueles que são sensíveis a transporte e devem ser armazenados de forma segura.

Desde que estou a morar sozinha, penso muito mais nestas coisas. Tento fazer compras mais conscientes, com menos desperdício para o planeta e mais seguras até para mim que sou (como já escrevi tantas vezes) obcecada com a conservação dos alimentos, os prazos de validade e a forma como tudo está protegido.

Hoje em dia as embalagens de cartão estão cada vez mais funcionais, quer pelos diversos volumes disponíveis, quer também pelos práticos sistemas de abertura, que permitem abrir e fechar as embalagens de forma mais prática e segura.

Ao longo dos anos, desde que era bem nova (por volta dos meus 15 anos) até hoje, tenho vindo a mudar bastante a minha alimentação. Não entro em restaurantes de fast-food há muitos, muitos anos, deixei de beber sumos em garrafas de plástico ou latas, opto sempre por comprar queijo embalado em papel e nunca compro aquele que vem nas embalagens de plástico (quando quero queijo fatiado, por exemplo, vou ao balcão) e tantas outras coisas que tenho vindo a alterar em prol de uma vida mais equilibrada, tanto na alimentação, como nas compras que faço. Hoje em dia só compro sumos e leites com tampas roscas para ter a certeza que, depois de abertos, continuam protegidos e conservados.

E eu sei que é difícil mudar um hábito mas, gradualmente, todos podemos ir mudando um pouco a nossa forma de estar no planeta.

E noutro post mostrarei toda esta parte caseira das embalagens e da sua arrumação na minha casa, bem como da reciclagem. Quero mostrar-vos como é tão fácil adaptar estas compras mais conscientes à nossa rotina e às nossas cozinhas.

No final do dia, o que quero com estas histórias é sensibilizar-vos para a importância das embalagens e a fazer escolhas mais conscientes em parceria com a Tetra Pak. Porque com um passo de cada vez, podemos todos mudar o mundo.

1 comentário

  1. Olá Helena, gostei muito desta tua acção mas não estás a falar de embalagens que têm alumínio por dentro e tampas de plástico também? Vai dar ao mesmo... não?

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