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  • Helena Magalhães

86ª Feira do Livro de Lisboa





Se ainda não foram à feira do livro, este é um bom fim-de-semana para o fazerem… porque termina amanhã, segunda-feira. Este ano, fui três vezes. Na primeira, com a Miranda para tirar umas fotografias. Na segunda, sozinha para fazer compras. E na terceira, com outra amiga para passear. Não sou daquelas pessoas chatas que fica a impingir livros aos outros – até porque as leituras são como os amores: são muito particulares.

No dia que fui sozinha – para demorar horas e poder ver tudo com calma – assisti a uma conversa entre um casal. Ele insistia que ela tinha de ler uma série de livros. E eu – que estava sentada num banco dentro de um stand com um monte de livros a ler contracapas e a procurar avaliações na internet – assisti durante uns bons 15 minutos à situação. Ele insistia. Ela encolhia os ombros, pegava nos livros, lia as contracapas, voltava a largá-los. Ele voltava a insistir. Estes são daqueles livros que uma pessoa tem obrigatoriamente de ler, acredita. Dizia ele. E ela voltava a encolher os ombros, olhava para as prateleiras e engonhava. A dada altura – quando já me apetecia dar um pontapé ao tipo e dizer que ler é como amar: não se impinge – a rapariga ganhou cojones e disse-lhe: a sério, eu não gosto nada deste tipo de livros. E ficaram ali calados, como se não gostar do mesmo livro fosse um crime. Não é como não gostar da mesma música. Nisto Rui Veloso tinha razão.

E é por isso que, quando me pedem recomendações de livros, raramente as dou. Porque vivo os livros à minha maneira. Já tenho gostado de leituras absurdas e odiado best-sellers. Vou sempre recomendar os clássicos: Eça de Queiroz, Jane Austen, Tolstoi, Victor Hugo, Alexandre Dumas, Fitzgerald, Hemingway, Camilo Castelo Branco, as irmãs Bronte, Saramago, Virginia Woolf… mas porque são livros que, de alguma forma, marcam. Há todo um universo de leituras para explorar e o que eu mais gosto é de descobrir pequenos tesouros. Histórias que não estão nas listas dos best-sellers mas que, de repente, são mesmo boas. Claro que também gosto de ler livros que foram recomendados, que ganharam prémios. Gosto de entender os escritores, perceber a sua imaginação e a forma como constroem personagens e histórias.

Comprei uma série de livros a 3€ – sim, apenas 3€ – outros com descontos de 30 e 40%. Comprei uma trilogia do género fantástico e outros que já queria ler e que aproveitei o desconto. No total, gastei cerca de 40€ e trouxe oito livros para casa.


Uma das coisas que mais me surpreendeu, foi a quantidade de famílias que vi. Pais com filhos a procurar livros para eles e a incutir – nas crianças – o prazer da leitura. Mas também parti o coração: vi o meu lindo Albano Jerónimo, aquele Deus grego que, estou sempre a dizer, seria o único homem em Portugal por quem cometeria uma loucura. E – não sei que lhe deu, só consigo perdoar se for uma nova personagem que sofreu um acidente e ficou louca – estava com uma crista loira platinada. Doeu.

























I was wearing: Top, ténis e mala, Jumbo Moda; Jeans, Zara; sunnies, Lovely Breeze.

Fotografias tiradas por Faz de Conta Fotografia e moi-même.

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