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  • Helena Magalhães

Fatos de banho de 100€? Hummm não, obrigada


Eu adoro e apoio tudo o que sejam negócios, ideias e artes portugueses. Tal como gosto que apoiem a minha – e comprem o meu livro, claro. E entendo que uma produção portuguesa tenha de praticar preços adaptados. Não somos uma fábrica no Bangladesh e não temos um custo de produção de cêntimos. Mas, infelizmente, a minha carteira nem sempre tem capacidade de seguir todas as minhas ideologias. Ontem vi umas almofadas maravilhosas de uma marca portuguesa (tinham gatos! Queeeeeeeero) – mas custavam 90€ cada. O meu sofá passa bem sem almofadas com gatos.

E um bom exemplo daquilo que mais pena tenho de não conseguir apoiar, são os fatos-de-banho. Acho que nunca antes tivemos um boom tão grande de marcas portuguesas de praia como este ano. Não se lembram daquela magia de quando uma amiga ia ao Brasil e, de regresso, trazia a mala cheia de bikinis e era a guerra a ver quem ficava com qual? Os bikinis brasileiros eram o ponto alto do meu verão. Depois, começaram a aparecer casais brasileiros que os vendiam nas praias da linha e lá colocavam a margem deles – bem alta, diga-se de passagem – mas nunca comprei desses – já era forreta na altura e sempre me questionei quem é que ia com notas de 50€ para a praia porque os tipos não tinham multibanco.

Este ano, há marcas maravilhosas. E fatos-de-banho lindos de morrer. Mas eu sou uma pessoa realista: a quantidade de vezes que os vou usar não compensa o preço deles. Porque no próximo ano há mais. E mais. E mais. Custa-me horrores imaginar-me a dar 100€ por uma peça que vou usar durante 2 meses e que, claro, não vou querer repetir todos os dias. Pela lógica, teria de ter quatro ou cinco para cada ano e, bem, isso não é para mim. Ou para a minha carteira.

Acho que já perceberam que não sou nada consumista. Não ligo nada a marcas, nem a tendências, nem a modas. Claro que gosto de comprar roupa (e compro até demais) mas não perco a cabeça com isso. E prefiro ter coisas mais acessíveis. Ou seja, prefiro ter 10 bikinis baratos do que um único que me custou os olhos da cara. E gosto de falar disso porque vivemos na era do consumismo louco. As pessoas não querem ter roupas, querem ter marcas. Aliás, querem ostentar marcas. E querem mostrar marcas. É a era das redes sociais e da necessidade de expor que temos algo desejável aos olhos dos outros.

E, no final do dia, o que é que isso nos dá? Nada. O que vos vou mostrar são nove fatos-de-banho que escolhi do Jumbo Moda (podem ver a coleção toda aqui) e que são baratos e giros (os preços variam entre os 15€ e os 25€). O chapéu e a mochila também são. Vou poder usar à vontade e variar – sem ter a consciência pesada. Não são portugueses mas apoio os nossos negócios noutras áreas. E podem continuar a apoiar o meu – só custa 15€ (aqui hihihi)






Artigo exclusivo para Auchan.

#FASHION

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