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  • Helena Magalhães

Lançamento do Harry Potter na Fnac





Tinha 11 anos – em 1997 – quando, na feira do livro que se fazia todos os anos na minha escola, comprei um livro pequenino novo que se chamava Harry Potter e a Pedra Filosofal. Na altura, na inocência da idade, achei a capa – que tinha um pequeno Harry a voar numa vassoura – maravilhosa. E bammmmm! Entrei no universo Harry Potter e já não saí mais. Fui lendo e lendo e lendo – à medida que eles iam chegando à biblioteca da minha escola. Só mais tarde, e já com o meu dinheiro, comprei toda a colecção.

Em 2007 e, portanto, com 21 anos, à meia noite do dia 21 de Julho eu estava na Fnac do CascaiShopping perante um mar de adolescentes e crianças fantasiadas com os personagens para comprar o último livro da saga. Não querendo colocar-me na fila, sentei-me com umas amigas numas caixas de papelão à porta para observarmos tudo e, quando a fila terminasse, agarrarmos o nosso exemplar e irmos embora. Só queria chegar a casa para me sentar a ler. E, nessa noite, devo ter-me deitado provavelmente já de manhã. Destino ou não, à meia noite, e depois da contagem decrescente, o funcionário da Fnac entrega o primeiro exemplar à rapariga sentada nas caixas – eu mesma – perante os gritos das crianças: Ela não estava na filaaaaaaaaa! Ela não estava na filaaaaa!

E num momento de poder, jubilo e provavelmente estupidez, eu gritei: É MEUUUUU! E fui pagá-lo. 

A história não se repetiu desta vez, porque não me coloquei na fila, e optei por andar pela Fnac a absorver o ambiente e não deixa de ser emocionante como falar de Harry Potter é falar de uma colecção de livros que colocou toda uma geração a ler. O que só prova como a leitura não deixa de ser, aos dias de hoje, um dos maiores prazeres que podemos ter na vida. Leva-nos a viajar, ajuda-nos a tornarmo-nos melhores pessoas, faz-nos identificar com sentimentos com que, no nosso dia-a-dia, não somos confrontados e a seguir pelo caminho do bem. Porque tanto na vida real como na fantasia, o bem ganha sempre. Potter vence. Voldemort morre.

E não sei o que seria de todos nós se Harry Potter não tivesse sido escrito. Eu fui uma leitora precoce, daquelas que leu Gatsby (a primeira vez) com 13 anos – sem perceber metade é certo – mas sempre vi na leitura um escape, uma forma de entender outras vidas, outras personalidades, outras emoções. Mas o universo de Harry Potter levou-me a viajar para lá do possível – entrar em Howgarts é sair do nosso próprio corpo, é vestir a capa e imaginar que, algures por aí, existe um mundo tão fantástico como este.

O lançamento deste novo e (pelo que J.K.Rowling já afirmou) último capítulo, Harry Potter And The Cursed Child (ainda em inglês, atenção) também contou com toda uma noite de fantasias a relembrar os bons velhos tempos com uma Fnac do Colombo a rebentar pelas costuras. Só correu mal quando uma rapariga me perguntou: Qual é a tua casa? E eu, ingenuamente, respondi: Carcavelos. 

Era suposto ter dito Gryffindor. Shame on me! Para quem não foi, ficam aqui algumas imagens 🙂












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