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  • Helena Magalhães

Se não encontram algo com que sempre sonharam, criem-no


Desde que era miúda, sempre sonhei ter um toucador antigo. E agora que se proporcionou, iniciei uma busca louca por um mas que não me obrigasse a vender a alma para o adquirir, óbvio. E essa foi a parte mais difícil. Procurei em sites de pessoas que restauravam móveis – para ricos, infelizmente -, fui a lojas de antiguidades e mesmo de decoração vintage. E os preços que encontrei eram sempre absurdos ou, pelo menos, demasiado altos para a minha carteira modesta.

O meu antigo toucador era um daqueles do Ikea que toda a gente tem – o mais simples. E era bonito, tinha uma gaveta e eu gostava dele. Mas não satisfazia o meu sonho. A gaveta já estava meio bamba devido ao peso e eu meti na cabeça que queria um vintage. E quando isso acontece, já nada me demove porque fico obcecada e paranóica até encontrar o que procuro. Estive quase para desistir porque os preços eram demasiado altos – tudo a rondar os 300/400€ – para aquilo que queria pagar mas lembrei-me de fugir aos móveis restaurados e ir mesmo para peças antigas compradas a particulares e não a lojas.

Pesquisei nos sites de vendas em segunda mão e nos grupos do Facebook (a Feira da Ladra Virtual é, para mim, o melhor) e foi aí que encontrei alguns antigos que poderia eu (ou o meu pai cof cof), então, restaurar. Depois de falar com várias pessoas, e de negociar também (tenho toda uma veia negociadora que desconhecia), escolhi este que ainda estava na sua cor original (castanho) e que custou 120€.

Eis o que fizemos: foi todo lixado e, de seguida, pintado de branco com tinta para madeira. Simples. Não foi envernizado mas ainda estou a pensar fazê-lo mais tarde. As gavetas do lado direito não tinham puxadores mas sim os buracos das fechaduras – só que sem as chaves. Era preciso toda uma ginástica para as conseguir abrir. Acabei por procurar, em lojas de velharias, puxadores prata e encontrei uns idênticos aos outros e mal dá para perceber que não são iguais.

O que me falta agora? Uma cadeira ou um banquinho branco com uma almofada. Estou a usar este pequeno puff (diz-se puff? pufe? pouf? nem sei) bem velho (e quase a desfazer-se porque tem sofrido bastante com as unhas do Eddy e da Tita) só para desenrascar. Mas a minha demanda pelo banco/cadeira continua.

Como a beleza acaba por ser o meu trabalho, comprei ainda um armário e estou a criar a minha zona de trabalho e de organização mas isto fica para um outro post.

Deixo-vos com umas imagens da minha arrumação para vos inspirar a criar as vossas zonas de beleza acessíveis e personalizadas ao vosso gosto. Mais do que uma questão de estética, ter tudo organizado faz-me perder muito menos tempo de manhã à procura do creme X, do protetor solar Y, dos lápis, dos corretores e afins 🙂










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