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Um mês sem glúten: a mudança gradual, algumas dicas e uma app que ajuda nas compras

11 de julho de 2018 com Auchan


Em Maio escrevia eu sobre algumas mudanças alimentares ou modismos que, por vezes, podem ser irracionais e agora sinto-me quase uma fraude a contradizer-me. Lembro-me de estar com a nutricionista do Jumbo a falar sobre estes temas e de desdenhar das modas do glúten-free. "Eu como tudo", disse-lhe, enquanto ela me mostrava alternativas de bolachas mais equilibradas. Mal sabia eu que três semanas depois a minha mãe iria ser operada de urgência à tiróide e, na semana seguinte, iriam aconselhar-me a retirar o glúten da minha alimentação durante seis meses. O objectivo é ver se a tiróide responde e, então, diminuir a dose de hormona que tomo diariamente (que, infelizmente, neste momento é a dose mais alta que já tomei em dez anos).

Assim, eis que me vejo dentro deste universo da alimentação sem glúten. Algo que, confesso, jamais me imaginei a fazer. Hoje - um mês depois de ter feito a mudança gradual - já consigo falar nisto. Mas a primeira semana não foi fácil. Porque tudo me era estranho, tudo me fazia confusão, tudo me sabia mesmo mal e a verdade é que uma grande parte da minha alimentação era à base de glúten sem sequer me aperceber porque nunca liguei a nada disto. Sempre comi muito pão, muitas bolachas e muita massa. Quase numa base diária. Hoje brinco e digo que estava intoxicada de glúten e nem sabia.

Como ser singular no meio de ziliões de influenciadores. Versão de 2018

9 de julho de 2018


Em Abril de 2016 escrevia por aqui que o que faltava nos blogues em Portugal era a singularidade. Na altura já eu batia nesta tecla: não são os blogues que têm de se adaptar às marcas mas sim o contrário. E é por isso não acontecer que grande parte das publicidades no digital não têm interesse, o retorno é praticamente zero e o engagement inexistente: porque o leitor percebe que deixa de ler o blogger e passa a ler a marca.

E volvidos dois anos, quase ou nada mudou. Arrisco a dizer até que piorou. Porque há mais blogues, agora temos o conceito de influenciador e o mercado está muito mais disperso. Mas isto também é bom. Porque as marcas têm agora uma grande amostragem e podem assim segmentar o seu mercado e tornar a sua comunicação mais focada e personalizada. Mas continuam a não o fazer. E os blogues - numa ânsia de ter tudo, receber tudo, ganhar tudo, falar de tudo, aceitar tudo - são hoje cada vez mais catálogos, têm cada vez menos público, compram cada vez mais seguidores e isto é uma bola de neve que não acaba.

E como falam todos do mesmo... talvez esteja a ser injusta mas, tal como disse o Guilherme do Por Falar Noutra Coisa, grande parte dos influenciadores são apenas influenciados.

Algumas sugestões de casa e beleza para quem quer começar a ter uma atitude zero-waste

6 de julho de 2018




Tenho estado a explorar há algum tempo o conceito "zero waste" que, enfim, não é fácil adoptar a 100% porque a verdade é que a nossa sociedade tem girado à volta do plástico de forma massiva até nas coisas mais básicas do dia-a-dia. E o plástico é barato. As opções biodegradáveis que já existem para muitas coisas nem sempre são acessíveis e não é fácil fazer a substituição imediata em tudo e ao mesmo tempo.

Por exemplo, ainda não fiz mudanças em tooooodas as coisas porque infelizmente ainda não consegui ajustar ao meu orçamento: nas escovas de dentes (uma escova ronda os 4€), nos cotonetes (uma caixa custa 2€ e eu gasto cerca de 2 caixas por mês devido à doença da Tita em que tenho que lhe limpar os ouvidos todas as manhãs e noites) ou nos desodorizantes (uma embalagem custa 7€).

Mas entre algumas das coisas que posso aconselhar ou, pelo menos, sensibilizar é para os cosméticos onde o desperdício é enorme, para os chás (que já alterei há alguns meses), para o uso de guardanapos de pano e os talheres e pratos descartáveis que normalmente compramos para festas de crianças ou para comer fora de casa - principalmente no verão e nas férias.

Coisas que já faço: não utilizo sacos de plástico nas compras, uso uma garrafa de vidro para água e raramente compro de plástico (só mesmo em situações extremas), compro chá a peso (podem ler tudo sobre isso neste post), deixei de comprar massivamente nas lojas de fast-fashion (também já falei sobre isso neste post e até alertei para o facto de lojas como Zara e H&M serem das marcas mais responsáveis pela poluição devastadora de ar e água nas fábricas na Ásia que despejam água tóxica diretamente nos rios), reutilizo frascos de vidro (por ex dos iogurtes) para as minhas plantas e, claro, faço reciclagem de quase tudo o que posso.

A falsa auto-estima das fotografias de treta em biquini nas redes sociais

2 de julho de 2018


Quando eu tinha 21 ou 22 anos apaixonei-me por um miúdo que andava na escola. Tinha 18 ou 19 anos, chumbado muitas vezes e ainda estava no décimo-primeiro ano ou coisa que o valha. Isto hoje em dia não significa nada mas, na altura, andava na faculdade e sair com um rapaz da escola era motivo de gozo entre as minhas amigas. No entanto, ele tinha tatuagens, um piercing na língua e era o epítome de tudo aquilo que não queria para mim, não obstante o facto de estar maluca por ele. Fazia-me sentir novamente adolescente e divertia-me imenso.

Eis que um dia estamos todos na praia em grupo, eu ando por ali a passear com um biquini minúsculo a sentir-me a maior estrela e um dos amigos dele grita: olha a Lena tem celulite! Na altura, caiu-me tudo. Lembro-me de ter ficado constrangida e de me ter ido sentar na toalha e nunca mais me ter levantado naquela tarde.

Até que observei o que eles faziam: eram miúdos tolos de 18 anos que provavelmente nem sequer sabiam onde é que era o clitóris de uma rapariga mas ficavam sentados nas suas toalhas a fumar e a ver as miúdas passar para fazer comentários como: é fixe pela frente mas parece um camião TIR por trás (nunca me esqueci desta) ou boas mamas mas um rabo cheio de celulite ou tem uma barriga michelin. E não, não era uma barriga nível estrela Michelin. Era uma barriga, para eles, de Bibendum, o bonequinho da Michelin cheio de pneus.

Eles não faziam a mínima ideia de como era o corpo de uma rapariga normal, idealizavam as modelos das revistas e, atenção, ainda nem sequer havia Instagram para este nível de falsa perfeição chegar à rapariga aparentemente comum igual a qualquer uma de nós.

A ansiedade e os festivais. Algumas dicas para sobreviver sem ter um ataque de pânico

27 de junho de 2018

Uma das coisas que mais me perguntaram no domingo foi como consegui estar tranquila no Rock in Rio. A palavra tranquila é muito exagerada. Acho que, na verdade, nunca estou tranquila neste tipo de situações e não tem mal nenhum assumir isto. Não podemos é deixar que a ansiedade domine a nossa vida e nos defina. Do género: não vou aqui ou acolá porque tenho ansiedade. Não faço isto ou aquilo porque tenho ansiedade.

Então este é apenas um post para relembrar que não faz mal sentirmo-nos menos tranquilos em várias situações. Porque eu sinto constantemente. E um festival é uma delas.

Os 15 livros que devem ler este verão. E bastam 15 segundos para se apaixonarem por eles.

26 de junho de 2018 com The Body Shop


Eu, na verdade, queria era dizer: 15 livros que ao fim de 15 segundos a ler a contracapa já estamos apaixonados (o que é raro, pelo menos para mim). Isto é quase tão bom como não ter de ficar de pé no quarto à espera que um creme seque para me poder vestir. E lá vem o 15 novamente: os iogurtes de verão da The Body Shop secam em exactamente 15 segundos.

Então a única coisa em comum que os livros têm com a The Body Shop este mês é o 15? Bem, não necessariamente. Mas os body yogurts corporais são a novidade deste verão: frescos, leves e a cheirar a coisas tão veranis como a banana, a manga, a coco ou a moringa. São cremes para quem está sempre com pressa. Ou para quem não quer é perder muito tempo com estas coisas porque quer logo, logo começar a ler.

Qualquer que seja a interpretação, queria era mostrar-vos estes iogurtes corporais e as minhas sugestões de leituras para este verão. Levem um de cada para as vossas férias e cuidem do corpo e da alma.

Produtos de beleza mini e em uni-doses para evitar o desperdício na cosmética

20 de junho de 2018 com Auchan


Já andava há algum tempo com vontade de falar de um dos fenómenos da beleza que, no meio de tantas tendências desnecessárias, é realmente útil - os cosméticos em uni-doses ou em doses mini que começaram a aparecer de forma humilde e, neste momento, já praticamente todas as marcas apostam neles. Depois dos cosméticos multifuncionais, esta é, para mim, a melhor coisa que um dia alguém se lembrou de fazer. E, além de ser uma forma de ver a cosmética muito mais ecológica e com menos desperdício, isto é especialmente adequado ao verão.

Há uns dois anos lembro-me de ler um artigo que dizia que os produtos em doses individuais seriam o futuro da cosmética. Na altura tive algumas dúvidas e questionei-me porque razão alguém iria gastar dinheiro numa dose única quando poderia comprar logo a embalagem inteira. Quão errada eu estava.

Lembram-se do multi-masking? A premissa básica é que a nossa pele não é toda igual. Podemos ter a zona-T mais oleosa mas as bochechas mais secas. Assim, aplicamos máscaras especificas em cada zona e temos um tratamento personalizado. Depois disto é fácil perceber porque é que os produtos mini ou em doses individuais se tornaram tão populares. Porque a nossa pele não precisa do mesmo todos os dias. Ao invés de comprarmos cinco ou seis produtos diferentes que provavelmente nunca iremos usar até ao fim, podemos comprar várias doses individuais ou embalagens mais pequenas para usar quando realmente precisarmos e, principalmente, para usarmos até ao fim evitando, assim, o desperdício.

Porque é que estes produtos são afinal melhores?

Há tantas razões que poderia ficar aqui todo um dia a falar sobre isto. Mas vou enumerar três que acho que são as mais importantes:

São mais higiénicos
O gesto de abrirmos e fecharmos um produtos (ou, no caso dos boiões, de colocarmos lá os dedos) vai contaminá-lo. Sempre que abrimos a tampa estamos a tirar-lhe tempo de vida. É por isso que, depois de abertos, muitos não duram mais de seis ou nove meses. É o tempo que se acredita que ele aguenta sem oxidar, começar a perder propriedades ou a ficar contaminado com microrganismos infecciosos como bactérias, fungos e vírus. Produtos de uso único são sempre mais seguros.

Não contribuímos para o desperdício
Vendo o exemplo das máscaras: a nossa pele não precisa sempre de hidratação. Vai haver dias em que precisa de um detox. Ou outros em que precisa de brilho ou de alguma acção calmante porque está mais sensível. Se comprarmos embalagens de máscaras para tudo aquilo que precisamos, vamos precisar de ter uns seis produtos diferentes e o mais certo é perderem a validade antes de  terminarmos as embalagens todas. As máscaras em uni-doses são mesmo a cereja no topo do bolo da cosmética. Pessoalmente, deixei de comprar máscaras em tubos ou boiões e já só uso estas opções.

São mais práticos e seguros para o verão
Eu nunca mas nunca levo os produtos de beleza que uso em casa para férias. Primeiro porque não os quero aos trambolhões nas malas durante as viagens, expostos ao calor e a condições que os poderão estragar. Segundo porque em férias nunca vou precisar de tooooodas as coisas que tenho em casa. E terceiro porque não é nada prático. É por isso que sou absolutamente fã das embalagens mini. Não confundam com as amostras que as lojas dão. Falo mesmo de produtos em tamanho mais pequeno próprios para viagens, para ter dentro da mala, para o ginásio, etc.

Alguns produtos mini ou de dose única que gosto e que são úteis no verão

Claro que há mil e uma marcas por onde podem escolher. Mas eu, como já vem sendo habitual, gosto de mostrar opções simples, acessíveis e, sempre que possível, mais naturais.


Uma das grandes novidades da Cosmia para este verão é mesmo a aposta massiva nas embalagens mini em imensos produtos úteis como desodorizantes, produtos de styling de cabelo, de limpeza de pele, gel de banho, tem também um mini creme de rosto e corpo para SOS e até protetores solares. Porque há mesmo quem goste de trazer um protetor na mala (como eu) e não queira andar com um frasco gigante. Lembro que no ano passado usei duas embalagens do protetor solar de rosto porque tem mesmo uma textura confortável de usar no dia a dia e é à prova de água. A novidade deste verão é o after-sun iridescente que acalma a pele mas deixa uma espécie de brilho.

Falando de uni-doses, tenho tantas mas tantas que nem sei por onde começar. Como são produtos baratos, sempre que vou às compras trago algumas para nunca me faltar quando surgir a necessidade. Para cabelo destaco duas marcas que tenho usado: Davines e Apivita, ambas praticamente naturais e com resultados imediatos. No rol das novidades, a Cosmia lançou também quatro máscaras para quatro necessidades: hidratação, matificar, purificar e anti-rugas. Já usei todas menos a matificante porque não tenho pele oleosa. Mas há mais marcas que podem experimentar como as máscaras de tecido da Garnier e as embalagens duplas da Nivea. E uma máscara é um produto obrigatório em férias para tratar a pele e o cabelo depois do sol.


E óbvio que nesta lista veranil não podia faltar os meus ricos sprays faciais e as brumas solares. Devíamos fazer uma oração todos os anos a quem se lembrou de criar estes produtos. A bruma solar da Uriage e da Filorga são dois exemplos de produtos mais do que obrigatórios este verão. É uma espécie de água termal mas com filtro de proteção solar, ideal para o dia-a-dia (quando vamos almoçar a uma esplanada ou passar a tarde no outjazz, por exemplo). E a Cosmia também já tem o seu spray facial: um pulverizador com água pura que tonifica, refresca e hidrata. Por enquanto ainda só tem de 150ml mas é um tamanho confortável para trazer na mala.

Gosto de partilhar sempre as minhas visões: não contribuam para o desperdício. Usem produtos de doses pequenas e únicas porque assim saberão que irão usar até ao fim. E reciclem as embalagens todas.



Post escrito em exclusivo para Auchan.

10 anos com uma doença auto-imune (tiroidite de Hashimoto) e dicas para uma vida melhor

18 de junho de 2018

Quando nos diagnosticam aos 22 anos uma doença auto-imune que vai mudar a nossa vida para sempre, não é fácil adaptarmo-nos a isso. Posso dizer-vos que vivi muito tempo revoltada. Porque sempre tinha sido saudável, não fumava, mal bebia, alimentava-me bem; Porque razão isto tinha que me acontecer a mim?

Uma das coisas que desde cedo aprendi foi a relativizar e a colocar-me, como se costuma dizer no inglês, nos sapatos das outras pessoas. Não tinha um tumor. Não tinha diabetes. Não tinha fibriomialgia e tantas outras condições com as quais é uma merda (lá vem as asneiras mas já sabem que gosto de escrever com intensidade) viver e que também implicam tantas mudanças nos hábitos.

Aos 22 anos foi-me diagnosticado tiroidite de Hashimoto que, no meu caso, reverteu num hipotiroidismo porque, ao ser atacada pelo meu corpo, a minha tiróide deixou de funcionar. Nunca na vida tinha ouvido falar da tiróide. Nem sabia o que era. O nome era-me estranho. E posso dizer-vos que há 10 anos também não se falava tanto disto como hoje. Não havia tanta informação. E eu demorei longos cinco meses até me terem diagnosticado e eu ter finalmente descoberto o que raio se passava comigo.

Bookcast #8 Livros para ler no jardim e para desligar o barulho e a internet

11 de junho de 2018

Eu sei que o tempo parece ainda não estar para isso mas o bom da primavera (e do verão, vá) é as tardes a ler na praia, no jardim, no parque, na esplanada, na varanda... ao ar livre, que é o que importa. E, sobretudo, para nos desligarmos das coisas do dia a dia - o trabalho, os filhos, os problemas, as relações, a família, as contas para pagar e a lista é infinita, eu sei.

Vamos ficar para sempre lembrados como a geração que deixou de gostar de si própria

6 de junho de 2018


Eu cresci a tentar ser bonita exactamente à minha maneira. A tentar ser sexy por ser exactamente como sou. Nunca em tempo algum me passou pela cabeça - nem aos 16 anos nem aos 25 nem agora aos 30 - que para me sentir assim teria de mudar tanta coisa em mim. Porque razão esta geração está a crescer com o objetivo de deixar de ser aquilo que é? Porque razão uma pessoa perde tanto tempo da sua vida a tentar tornar-se noutra pessoa? E porque razão uma mulher move mundos e fundos (e gasta tanto dinheiro) para se injectar de ácido hialurónico para preencher qualquer coisa que lhe falta e que, ironicamente, me parece faltar no cérebro e não no corpo?

O ano passado, quando entrevistei a Yael Adler (podem ler aqui), falámos sobre a obsessão do botox, dado que ela dedica todo um capítulo a isto no seu livro. E ela dizia-me quer as redes sociais vieram impulsionar esta era narcisista em que todos queremos mudar aquilo que somos em todos os aspetos: queremos uma casa instagram, uma relação instagram, fazer viagens instagram e isso também se aplica ao corpo instagram. Um pouco como o que falei neste post sobre as insta-vidas no mês passado.

E ela disse-me assim:

"Pergunto-me muitas vezes como é possível perder-se assim a noção do que é normal, do que é bonito. Hoje em dia, as mulheres acabam por ficar iguais umas às outras e os lábios gigantes são um fenómeno desta beleza impulsionada pelas redes sociais. Se formos analisar a coisa do ponto de vista psicológico, está-se a tentar criar uma espécie de vulva no rosto. Por que razão alguém vai querer ter uma caricatura do órgão sexual feminino no meio da cara? Mas está tudo relacionado com o desejo sexual de atrair".

Dia da criança: a literatura young adult e o amor ao kidulting na beleza

1 de junho de 2018 com The Body Shop



O dia da criança, para mim, sempre foi um segundo natal. Acho que só lá pelos 20 anos é que a minha mãe deixou de me oferecer um "mimo" neste dia. Provavelmente nessa altura já me queria afirmar como pseudo-adulta e excluí por completo este dia da minha agenda. E isto é irónico porque parece que, chegados aos 30 anos, voltamos a querer sentir-nos crianças. Esta tendência de comportamento já é chamada de "kidulting" e eu faço sem dúvida parte dela - principalmente pela minha obsessão pela literatura young adult e pelos romances juvenis e clichés que me fazem sentir novamente com dezasseis anos.

A definição teórica diz que o "kidulting" refere-se a um adulto que continua a gostar de coisas de crianças ou, o mais comum, volta a ganhar um certo amor às coisas da sua adolescência. É aquele sentimento de nostalgia onde, através de brinquedos ou sentimentos da nossa infância, nos sentimos agora felizes. Daí que continue a colecionar merchandising das Spice Girls, pinte os livros de colorir para adultos para relaxar e, claro, leia livros juvenis. Já há vários estudos que justificam esta vaga de sucesso dos livros juvenis nos adultos. É uma forma de revivermos e recordarmos aquele momento antes da maturidade. Porque na altura não nos apercebemos mas quando nos tornamos adultas é que vemos como aqueles anos foram, sem dúvida, os mais felizes da nossa vida. A inocência, os primeiros amores, as primeiras experiências, a liberdade, a falta de responsabilidades...

E ler literatura young adult também nos ajuda a encontrar algum significado para a nossa vida de agora. Desenganem-se se pensam que este tipo de literatura é pouco profunda ou só aborda temas banais. Longe disso. São livros que nos fazem pensar. Já li grandes clássicos da literatura mundial que me aborreceram de morte e não me fizeram sentir nada. Mas já li young adults que me deram literalmente um murro no estômago e onde chorei copiosamente feita uma maria madalena.

Nesta onda do "kidulting", a The Body Shop e eu fizemos mais uma brincadeira para tentar unir a beleza aos livros. E se há uma marca que aposte intensamente nestes sentimentos de nostalgia para as mulheres que querem continuar a sentir-se adolescentes é, sem dúvida, a The Body Shop. Neste Natal, houve toda uma coleção de presentes inspirados nos brinquedos infantis e a marca continua a ter nas suas linhas produtos coloridos, divertidos e jovens para o dia-a-dia.

E foram esses que escolhi para vos mostrar, juntamente com alguns livros young adult que li nos últimos meses e que - bang bang - além de me terem divertido muito, emocionaram-me e tocaram-me de uma forma especial. Porque o dia da criança também pode ser para nós - mulheres adultas, resolvidas mas eternamente nostálgicas.

O trabalho, a escrita, o dia-a-dia e lidar com o mundo com a minha mãe doente

29 de maio de 2018

Nas últimas duas semanas passei por uma situação pessoal e familiar que me fez colocar toda a minha vida em pausa. A minha mãe ficou doente e dei por mim atolada de pensamentos sobre isto: o que faço da vida, a forma como vivo, o meu trabalho, as redes sociais. Porque tudo isto, de repente, me parece desprezível.

E se dessem por vocês num chat com 10 mulheres que andam a dormir com o vosso... namorado?

16 de maio de 2018


Um dia destes na aula de hidroginástica conheci uma rapariga e, porque aquelas aulas são mais conversa que exercícios, acabámos a falar de Tinders e Happns e relações e homens e afins. Não é defeito, é feitio. E ela contou-me uma das histórias mais bizarras que ouvi nos últimos tempos. E eu já ouvi muita coisa, acreditem.

Bookcast #7 Livros, respectivos filmes e personagens masculinas que nos dão calores

11 de maio de 2018


Este é um tópico de conversa que eu ADORO! Fico logo excitadíssima para dar as minhas opiniões livros VS filmes e como o cinema destrói tantos, tantos livros. Mas assumo que às vezes os filmes também são bons. E quando isso acontece... é mágico. São filmes para a vida e que marcam porque conseguem reproduzir fielmente o imaginário do livro e os actores encaixam na perfeição com as personagens.

E eu e a Paula del Urbanista decidimos ter esta discussão neste podcast. Mas uma discussão divertida e cheia de risos retardados (os meus, claro), principalmente quando falamos nas personagens masculinas que, depois quando as vemos nos filmes, nos aquecem as partes íntimas.

Enquanto estava a ouvir o podcast reparei que o único adjectivo que tenho para dar em todos os livros é "o livro é incrível". 

E repito isto tantas vezes ao longo da conversa que pode ter duas interpretações: ou sou uma maria-vai-com-todos porque digo que todos os livros são incríveis. Ou preciso de arranjar um dicionário de adjectivos porque fico bloqueada a falar nestes temas.

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