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Adeus natal (em Lisboa), até para o ano






Sendo que hoje é dia de Reis, é oficialmente o fim do natal. E a única nostalgia que me deixa é a vivência em si e não propriamente o conceito de natal. As ruas, o espírito, as luzes – é isso que me deixa saudade.

Eu não sou uma pessoa de presentes. Gosto de fazer ofertas às pessoas que gosto mas odeio a pressão associada ao acto de se comprar presentes por obrigação só porque é natal. Felizmente, e porque trabalho neste meio, sou aquela pessoa cujo presente as minhas amigas estão sempre ansiosas por receber: porque já sabem que vão ser coisas de beleza. E saber que pequenos gestos (para mim tão pequenos porque tenho acesso a tanta coisa), como um saquinho de maquilhagem, as deixa tão felizes, isso também me deixa a mim feliz por osmose.

Em relação à minha mãe, nós temos uma dinâmica muito mais engraçada. Damos sempre uma à outra algo de que a outra se queixa constantemente. O ano passado – e depois de toda uma vida a aquecer água para chá no microondas – disse um dia à minha mãe que era inacreditável ela nunca ter trazido para a minha vida uma chaleira eléctrica. Nesse Natal – e para brincar com ela – comprei-lhe uma chaleira e escrevi um bilhete a dizer que era para ela me fazer chá. A mim, ela fez o mesmo. Rimos imenso porque, então, ficámos com duas chaleiras eléctricas.

Este ano, ela foi muito mais longe e ofereceu-me, nada mais nada menos, do que um conjunto de toucas descartáveis para tomar banho e escreveu um bilhete a dizer: para parares de tomar banho com gorros na cabeça – que é literalmente o que eu faço para não molhar o cabelo. Depois também me deu livros mas as toucas foram a coisa mais engaçada de sempre porque, de facto, passei os últimos anos a dizer: preciso de comprar toucas. E nunca o fiz porque o tempo passa e uma pessoa vai-se esquecendo.

No coração ficam as decorações de natal que dão mesmo vida a Lisboa. A nível de centros comerciais destaco o Oeiras Parque que, este ano, criou uma pequena vila de Pais Natais maravilhosa e onde me perdi uma boa hora a observar tudo ao pormenor. Tive pena de não ter conseguido ir à Vila de Natal em Óbidos nem à Feira Popular de Natal mas, enfim, com o trabalho não há tempo para tudo. A única coisa que me decepcionou foi o Wonderland, no Parque Eduardo VII, porque imaginei algo muito mais envolvente e, quando lá cheguei, não deixava de ser uma roda gigante rodeada de barraquinhas de comida e barraquinhas de lojas. Mesmo assim, ganha pela vida que as luzes deram ao Marquês de Pombal. Deixo-vos com imagens de alguns dos sítios por onde passei em Dezembro. Não está aqui tudo o que gostei mas nem sempre tinha a máquina fotográfica comigo.

Até para o ano (ou daqui a 11 meses s meia dúzia de dias) 🙂































#Lisboa